Archive for the ‘Retrigger’ Category

RETRIGGER EM SAMPA! (SEXTA E SÁBADO)
junho 17, 2008

SEXTA-FEIRA NA TOY LOUNGE

Edição especial da BRB dedicada ao Breakcore, trazendo diretamente de BH um dos Produtores mais renomados desse estilo no mundo. Retrigger e seu Live P.A. que conta com um controle de vídeo-game, um megafone e um teremim, coisa de louco, imperdível. Também é aniversário do residente da festa, Thiago DJ.

Serviço: Block Rockin Beats – Especial Breakcore – Aniversário do Thiago DJ
Breakcore – Surfcore – Gabber – Digital Hardcore – Hip-Hop – Ska – Jungle – Hardcore – Miami Bass

Quando: Sexta [20/06/08]
Horário: 00:00

Line-Up: 00hs A.Flammen
01hs Chryz Dub (Hardcore/Oldskool Set)
02hs Retrigger (Live/BH)
03hs Thiago DJ (Níver)
04hs Renan Bulgueroni
05hs Zampol

Door: Helen Hard

TOY LOUNGE – Rua da Consolação, 2900 – Jardins
Info: 3083-2502 / 9181-1064 / http://www.toylounge.com.br / http://www.fotolog.net/blockrockinbeats
Promo: Mulher c/flyer ou lista = Vip até 00:30
Entrada: c/ flyer ou lista R$8 – s/flyer ou lista: R$10 – Bônus BRB = cons R$25 entra VIP – lista@toylounge.com.br
Patrocínio: Music Brokers
Censura: Proibido a entrada de menores de 18 anos e pessoas sem documento de identificação

SÁBADO NO INFERNO

Punkadão é uma festa itinerante, que tem como base sonora as batidas quebradas sejam do Breakbeat, do Funk, Electro, Ghetto Tech, Miami Bass ou do tão falado Maximal (também conhecido como New Rave). Tudo isso executado por uma banca de DJs renomados que tem influências variadas do Rock, Jungle e Big Beat. Preparem-se para dançar até o sol raiar!!!

Nesse sábado, rola a comemoração do residente Thiago DJ!!! (PARABÉNS AEEE!)

Serviço: Punkadão
Maximal – Breakbeat – Electro – Miami – Funk – Ghetto Tech

Quando: Sábado [21/06/08]
Horário: 00:00

Line-Up: 00hs Renan Bulgueroni
01hs Bloodshake x Terror Duo
02hs Zuzuka Poderosa (NY)
03hs Thiago DJ (Birthday DJ)
04hs Retrigger
05hs Phantasma
06hs Jam Session

INFERNO – R. Augusta, 501 – Consolação – São Paulo/SP
Entrada: R$10 na lista ou com Flyer / R$15 na porta
Listas: lista@infernoclub.com.br – colocando “Punkadão” no assunto

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ENTREVISTA COM RETRIGGER!
março 27, 2008

Retrigger é o projeto do mineiro Raul Costa, segue abaixo a entrevista, espero que gostem! 😉

1) Olá Raul Costa aka Retrigger, imenso prazer fazer esse bate papo com você! Entrevista é formal demais… Hahaha. Gostaríamos de saber quando, onde e porque foi fundado o Retrigger.

Por que eu não sei. Montei por que quis. Já ficava brincando com o computador na época fazendo umas idiotices com trackers, isso desde 99 por aí. Em 2001 eu resolvi levar a coisa um pouco mais a sério, além de fazer música mais séria. A UFMG estava de greve e eu ficava em casa o dia inteiro sozinho, sem fazer nada. Daí que ficou pronta minha primeira demo, em 2001 mesmo. Tudo isso em Belo Horizonte, né?

2) Vimos também que sua influência vai desde Dead Kennedys até Merzbow, isso é muito bom na hora de produzir, porque te leva uma bagagem gigante de conhecimento, o que você acha das pessoas ouvirem diversos estilos diferentes de música?

Acho que ninguém ouve um estilo só. Ainda mais hoje em dia… até metaleiro deve ouvir coisas mais variadas. Eu realmente ouço muita coisa diferente, isso acontece por que passei por cenas diferentes (punk/hardcore, surf, rave…) e hoje em dia nem sei do que eu participo. O difícil mesmo não é ter um gosto variado, mas transpor isso pra música. Eu acho que eu estou conseguindo ir nesta direção agora, mas é uma coisa recente mesmo, antes eu queria era fazer breakcore como se fazia na Europa. Depois que toquei lá a primeira vez, eu vi que eu queria mesmo era fazer qualquer merda que saísse da minha cabeça. Eu ainda não cheguei lá, mas é nisso que eu estou trabalhando.

3) Na sua discografia podemos observar que ela já está bem extensa, coletâneas nacionais e internacionais, demos, cassetes, vinis… Quais são os próximos lançamentos?

Teve um tempo que eu dava uma música pra qualquer pessoa que pedisse, eu sempre tinha coisa pronta. Por isso que saiu coisa não só na Europa e EUA como também na China, Singapura e Peru. Hoje em dia eu trabalho bem mais devagar e não consigo mais ter uma música pronta pra qualquer um que pedir. Neste momento já tenho 3 músicas esperando pra ser lançadas em 3 coletâneas diferentes (2 inéditas e uma que já está no Jeanie and Caroline) e estou finalizando um split com o Skeeter (http://skeeter.aklass.org/), com 3 músicas novas, que vão sair em um 12” na Inglaterra até o meio do ano. Eu também fiz um remix para o End (http://www.ipecac.com/bio.php?id=26) que deve sair num disco só de remixes que ele vai lançar nos Estados Unidos, pelo que eu entendi, vai ter um remix do Melt Banana também, então deve ser um disco muito foda!
Com o Arrebite devemos lançar ainda este ano um 7” com a última música que gravamos com o Diamondog, o nosso MC, antes dele mudar para a Alemanha.

4) Você fez uma mini-tour de 3 shows pela Europa nesse ano, qual a diferença para a tour de 2004? Notaram algum crescimento na cena Breakcore…? Como é a aceitação de artistas brasileiros lá? E qual sua opinião sobre a cena brazuca?

A tour de 2004 durou um mês, essa durou 2 semanas. Na primeira eu viajei de carro com outros artistas e minha mulher pra tudo quanto é lado, da França à Escócia, da Holanda até a Áustria, ficando em prédios invadidos e tocando nos roles mais malucos da cena do breakcore da época. Esse ano fizemos uma coisa bem menor e mais tranqüila, toquei até numa exposição de arte. Os shows foram bem interessantes, mas não foi a mesma experiência que na primeira turnê.
O breakcore cresceu assustadoramente, especialmente depois de 2005. Hoje na Bélgica e Holanda você pode ouvir breakcore todo o fim de semana, com lives de toda a Europa. A cena se alastrou para vários países, há coisas acontecendo na Espanha, em todo o Leste europeu e na Rússia! Quando eu estive lá a primeira vez, estava tudo muito fechado nos países da Europa central.
Existe um grande interesse de todo mundo na Europa pelo Brasil em geral e isto inclui o breakcore. Hoje muitos artistas me conhecem, ou por ter me conhecido lá ou por ter vindo tocar aqui no Brasil, mas poucos conhecem o que acontece aqui. Eles não tem a dimensão do tamanho que as TEMPs tinham, por exemplo. Deve ser difícil pra eles acreditar que as festas no Brasil eram normalmente maiores que as da Europa nesta época, lá por 2005. Também conhecem muito pouco de outros produtores e djs brasileiros. Pra te falar a verdade, não são muitos mesmo, mas de qualquer maneira, eles não aparecem por lá. Talvez por dificuldade de língua ou por não estar nem aí também. Isto é uma coisa que eu não sei mesmo. Hoje em dia tem o pessoal da Mortal Bass, o Rogério e a Gabi (http://www.myspace.com/mortalbass), que moram em Londres e tão colocando a coisa em movimento por lá e se colocaram de algum jeito dentro do cenário.
Minha opinião sobre a cena é que não sei se existe uma cena. Temos alguns DJs tocando hoje em dia, o Reverse Tunes (http://www.myspace.com/reversetunes), o pessoal da Sabotage (http://sabotagem.org), tínhamos a TEMP, que foi quem me pôs pra tocar no Brasil. Mas não temos muito produtores. Aqui em BH têm eu e o Rafael, que faz o Arrebite comigo, mas ta na Alemanha (2 terços da banda estão lá, nem sei se conta como sendo de BH). Em Sp tem o Reverse Tunes (http://www.myspace.com/reversetunes) que está começando a produzir, mas não sei se vai nessa onda de breakcore não. Tem também o Flanicx (http://www.myspace.com/flanicx) e o ZandoZ (http://www.myspace.com/zandozcorp) que são de SP. Com certeza tem mais gente produzindo por aí, eu que não sei ou não lembro agora. Aliás, se alguém que produz ler isso aqui, por favor entra em contato, vamos fazer um rolê!

5) O que vocês acham da participação do Brasil em qualidade e quantidade na cena Breakcore, Gabber, DHC pelo mundo?

Tenho certeza que temos muito a contribuir. Precisamos aparecer mais, nos organizarmos melhor. Eu mal conheço os produtores do Brasil, talvez por morar longe do SP ou sei lá por quê. Infelizmente não temos tanta participação. Hoje no Breakcore temos artistas chilenos e venezuelanos dando sua contribuição, mas pouca coisa vem do Brasil, isso pode mudar, vamos ver no que dá!

6) Qual seu posicionamento sobre direitos autorais, Myspace e artistas que colocam seus discos inteiros para download?

São duas coisas diferentes. Tem o direito autoral e o direito de distribuição. Acho que o segundo anda bem mal das pernas. Distribuir as músicas na internet é o único jeito de se mostrar hoje em dia. Eu já lancei e vou lançar mais discos em formato físico, mas com certeza recebo muito mais feedback dos discos lançados online. Hoje ainda existe uma concepção de que quem lança só na internet não é profissional ou sem qualidade, por isso ainda busco fazer discos de verdade, com gravadoras, para fazer esse tipo de preza, o que ainda é necessário, se eu quiser fazer shows por aí. Mas não tem como sair da distribuição livre de música pela internet. É ali que está o nosso caminho.
Outra coisa são os direitos autorais. Eu não utilizo muitos samples nas minhas músicas, mas não vejo problema nenhum em fazer isto e já fiz muito e pretendo fazer mais. Acho que se você pega um pedaço de uma música e faz outra, não nenhum problema mesmo.
Certamente, hoje existe uma paranóia sem igual a respeito disso. Artistas já foram processados por usarem um sample de menos de 2 segundos em um tom totalmente diferente do original. A coisa está muito estranha.
Mesmo assim, não acho que os direitos autorais devem acabar, mas serem flexibilizados. O que acontece é que nem sempre se quer sua música sendo utilizada por ai por qualquer um, isto é um grande problema. Aconteceu comigo. O Fantástico já utilizou uma música minha de BG de reportagem sem me pedir qualquer autorização. Por sorte eu consegui descobrir como eles conseguiram a música (por que é uma música que ainda nem foi lançada!) e quem a escolheu. Liguei no cara e fiz uma bagunça, arrumei uma advogada especializada e fui atrás dos meus direitos. Mas no final, é uma merda completa. Eles nunca mais vão usar uma música minha, mas o que eu tinha direito de receber pelo q eles fizeram era menos de 300 reais! E a advogada me falou q era isso mesmo! É disso que eu quero me proteger quando falo de direitos autorais.

7) Como foi trabalhar junto com o César Mendonça na produção do vídeo? Alias, que ficou excelente! Quem quiser assistir, o vídeo está no final da entrevista!

A gravação deste clipe foi muito divertida. Aconteceu na garagem do César, depois de um show que fiz com a banda Esquadrão Atari (http://www.myspace.com/theatariforce). Então foi de 3 às 6 da manhã e eu estava bêbado. Por sorte o César é muito bom diretor e me colocou pra fazer as presepadas do jeito certo. Ficou muito melhor do que eu imaginava. Eu queria copiar a idéia do clip de Body Movin’ dos Beastie Boys e me por dentro do filme Fantômas, da década de 60, mas o César acabou pegando a idéia e elevando a enésima potência, misturando discos voadores, bondage e a Tura Satana. Eu gostei muito do resultado final.

8 ) Agradecemos novamente pela entrevista, e sinta-se a vontade para deixar aqui sua mensagem para os leitores do !Digiters!, aproveite o espaço para divulgação do seu trabalho, o momento é teu, grande força!

Valeu pelo interesse no que eu faço e parabéns pelo blog, que está muito legal mesmo. Acho que já fiz meu jabá durante toda entrevista, mas peço pro pessoal dar uma passada no meu site (http://www.retrigger.net) e me adicionarem no myspace (http://www.myspace.com/retrigger). Pra quem não sabe, eu faço live e é muito bom, posso tocar em quase qualquer lugar, é só me procurar que a gente conversa!
Obrigado a todos e que Satã os abençoem!

RETRIGGER – Reckless Driving is Not a Sin

LIVE SET FRESQUINHO DO RETRIGGER PARA DOWNLOAD, SÓ CLICAR NO LINK ABAIXO!
30 MINUTOS [40MB]

http://www.retrigger.net/media/Retrigger%20-%20LIVE%20at%20Neverland%21.mp3