Diretamente da casa do Foca junto com Murilo e Jeann, finalmente, todos reunidos ao vivo e a cores… Conexão Espírito Santo & São Paulo!!!
Feriado serve pra isso, no job, yes fun fun fun! Madrugada no computador e um post especial pra galera!
Vamos falar um pouco do Sonic Subjunkies que é formado por Thaddeus Herrmann & Rob Marvin…
Eles foram os pioneiros a unir a batida Industrial com a mistura de batidas Jungles frenéticas e a tradição de Digital Hardcore!!!
Estamos disponibilizando três discos para a galera, enjoy!!!
Sounds from the City of Quartz
Segundo material do SxSx lançado pela Midi War em formato cassete, dispensa comentários!!!
Ano: 1995
Download: http://www.mediafire.com/?cy5zn5nnmyl
Live at the Suicide Club
Lendária apresentação ao vivo, que ficou na história e a partir daí veio o cd que é uma versão limitada que a DHR lançou…
Ano: 1998
Download: http://www.mediafire.com/?e991yycmyll
Molotov Lounge
Primeiro álbum oficial pela Iris Light Records, após esse lançamento ambos “despirocaram”, fizeram o último show e sumiram (felizmente hoje em dia estão rondando a cena novamente! êêêê!), também lançado em 2004 pela Lux Nigra em formato vinil (LP)!
Ano: 1999
Download: http://www.mediafire.com/?nyvsmm0tflm
ZandoZ Corp. (http://www.myspace.com/zandozcorp) é projeto do Adriano Machado, atua como DJ há quase 10 anos na cena eletrônica alternativa em São Paulo com o nome de “Dj Adolfinho“, tendo participado de importantes eventos por aqui…
O Organismus Palhaçus [EP] que foi lançado pela Psicotropicodelia Music (http://psicotropicodelia.blogspot.com) é o terceiro release do projeto ZandZ Corp., que conta com vários outros lançamentos, participação em coletâneas, tudo pode ser baixado no próprio Myspace ou ser visto no Discogs (http://www.discogs.com/artist/ZandoZ+Corp.). Tem como tema o circo: “homenagem” ao circo da sociedade de como as pessoas vivem alegre e superficialmente como máscara para seus verdadeiros intuitos e sentimentos.
O intuito da música do projeto é criar um novo cenário na imaginação de quem a ouve, por isso é extremamente indicada a audição de olhos fechados e em alto e bom som!
A arte desse EP é uma das coisas mais belas que eu vi nos últimos anos, sensacional, impecável, foi feita por Human Error, a arte está junto com os sons para download!
Em breve iremos fazer uma entrevista com ele, se tiver algum erro aqui será corrigido na entrevista, porque eu sou xereta e fiz por contra própria a resenha (rsrs)! Isso aqui é para dar uma esquentada..
O Kill:Out Trash ou Killout Trash é formado por Joel Amaretto, Nick Trout e Damon, vindos da cidade de Berlin (terra do ATR) que fica na Alemanha! Conheci esse projeto ANTEONTEM pelo meu amigo Alexandre do Queer Fiction (http://www.myspace.com/queerfiction) e eu fiquei impressionando quando ouvi!
Esse lançamento foi feito pela Digital Hardcore Recordings em formato Cassete, isso mesmo a fitinha K7 que nós brasileiros não damos mais a mínima há anos, mais raro que vinil hoje em dia, eu tenho duas caixas de sapato aqui em casa de fitas e confesso que faz anos que não ouço! Hehehe… E com esse feito, eles fazem parte junto com o Atari Teenage Riot e o Test Tube Kid de serem os únicos lançamentos oficiais da DHR nesse formato!
O Kill:Out Trash tem split com o Melt Banana (http://www.myspace.com/meltbananaband), que é uma banda doidona de instrumental da cidade de Tokyo no Japão, vale a pena conhecer, caso seus ouvidos não tenham limites! Ahhh, esse split tem 2 sons, um de cada banda, a música do Kill:Out Trash é um cover de um clássico do punk livre de drogas, banda Minor Threat com a música Straight Edge, “I’ve Got Straight Edge!”, demais!!!
Me entreti no split, agora é a vez da fitinha K7 que se chama Noise, Dropouts and No Music que contém 8 músicas, 4 de cada lado e 29 minutos e 40 segundos! Tem dedos da Gina do Ec8or e do Thaddi do Sonic Subjunkies (que eu também conheci ontem pelo Alexandre!), é aquilo gravação barulhenta, feita por fracassados e música anti-música!
1) Olá Evandro, gostaria de saber de onde partiu a idéia de montar um projeto composto por vozes robóticas e loops de guitarras, entre outras coisas mais… Conta aí pros leitores do !Digiters! o ínicio de tudo e a origem do nome do projeto, o Flanicx!
Bom, eu respiro música, tudo que faço é relativo à música, se não houvesse ondas sonoras eu não existiria.
Aprendi tocar violão [sozinho] aos 8 anos e aos 10 comecei fazer aulas de guitarra.
Formei minha 1ª banda em 1990 e toco c/ os Red Eyes (http://www.myspace.com/redeyesband) desde 1993. Com os Red Eyes aprendi muita coisa, eles diziam: “… a gente vem c/ a base [bateria e baixo] e o ‘Flanício’ vem c/ a guitarra flanando”. Daí vem “Flanício”, meu apelido, Flanicx é apenas uma extensão dele, chego estranhar quando alguém me chama pelo nome.
Já meu projeto surgiu da vontade de aprender sempre mais, não me limitar a um instrumento específico e, muito menos, a um só estilo musical.
Comecei fuçar em softwares de edição eu não parei mais. Sabe aquele ditado “a curiosidade matou o gato” !? Então…
2) No site pude observar que vocês tem um cd demo lançada além de participação em coletâneas e até em filme que citarei nas próximas perguntas, quais os projetos em andamento e o que vem por aí?
Há um ano, eu e Harlem “AlienAqtor” Pinheiro (http://www.myspace.com/alienaqtor) comandamos o netlabel “Psicotropicodelia Music” (http://psicotropicodelia.blogspot.com). Participo do projeto “Nice To Meet You” (http://www.myspace.com/ntmy) com vários amigos + Red Eyes. Sou assistente de gravação do álbum “Muzik Xperimentz # 2” do NSLOD (http://www.nslod.com), do meu grande amigo Garfield.
Esta semana começaram as gravações da trilha sonora do curta metragem “Oxumarê”.
Ainda vem por aí a estréia do curta “Arcos Azuis”, classificado em festivais no Japão e Itália, no qual assino a trilha sonora.
Pretendo ainda neste ano relançar pelo netlabel meu demo cd, lançar meu 1° álbum e estreiar um live p.a.
3) Como foi ter participado da oitava edição do Zona Temp ao lado de nomes importantes como AjaxFree, Retrigger…
Foi muito legal participar do programa que agora chama-se apenas “Zona”. Espero participar mais vezes !!!
A gravação foi bem à vontade no Reverse Studio, o moio é comandado por Thiago DJ (http://www.myspace.com/thiagodjbrb) + Bruno “Reverse Tunes” Tozzini (http://www.myspace.com/reversetunes).
Admiro muito o trampo desses caras !!!
4) Quem participou da produçao do vídeo Dr. Loraxx, que pode ser visto no Myspace de vocês? E como sendo o 1º vídeo, qual sua opinião sobre?
A produção ficou a cargo da Zuba Filmes (http://www.zubafilmes.com.br), que também produziu o clip “Teknoguitarr” dos Red Eyes.
Os diretores César Tuma e Jefferson Manes vieram com a idéia e eu aceitei de imediato. Foi insano!!! Teve lata de lixo e confetes voando de um lado a outro e quase pusemos fogo no estúdio.
O ator do clip é o próprio Dr Loraxx, Alexandre Schreiber.
Há outro video clip [não oficial] no YouTube da música “2 dias e algumas cervejas”, se não me engano o título é RN 24hs.
Usaram minha música sem autorização mas tudo bem, ta valendo!!!
5) O que representa para vocês terem participado musicalmente no filme Era dos Mortos?
O Era Dos Mortos (http://www.eradosmortos.com.br) abriu muitas portas, muita gente conheceu meu som a partir do filme. Depois disso fui convidado para a trilha do Arcos Azuis e Oxumarê. O convite partiu do Harlem que compôs as músicas pro filme. Sugeri que ele usasse a música “Meat n’ Bones” e mostrei um preview de “Funesto” [que na época estava em fase de produção], foi muito rápido, quando pude perceber, Funesto já havia entrado na trilha sem que eu a terminasse e assim ficou.
Rodrigo Brandão, diretor e idealizador do filme, fez tudo na raça, sem apoio financeiro, tudo de forma colaborativa, isso é ser independente no Brasil.
O legal de tudo foi que participamos à distância, os contatos foram através da internet, explico isso melhor no vídeo abaixo
6) Aproveitando a pergunta anterior, o filme também conta com a participação da banda do interior paulista Disorder of Rage de Thrash Metal, o que você acha dessa junção do rock com a música eletrônica?
Música, na minha opinião, é uma forma universal de se expressar, não importa o estilo ou o idioma. Quem faz música não tem que se importar com rótulos ou com a maneira de como ela é feita, o que importa é a mensagem.
Ouvi muito thrash metal na década de 80 e ainda ouço, ao mesmo tempo que ouvia coisas como New Order e Kraftwerk.
A diferença é que naquela época havia um preconceito absurdo. Se você ouvia heavy metal, não podia ouvir outro tipo de música que você era tirado de cusão.
Ainda bem que hoje não há mais isso, estamos evoluindo, assim espero !!!
Um salve p/ o Roque e DxOxRx!!! (http://www.myspace.com/dxoxrxdisorderofrage)
7) Você toca guitarra em uma banda chamada Red Eyes, a banda toca o que? Conte um pouco dessa outra experiência!
Grandes amigos passaram pela banda, virou uma instituição. Por isso digo que Red Eyes não é uma banda e sim uma família !!!
São 15 anos de aprendizado, o alicerce, o laboratório de onde surgem minhas idéias até hoje. Minhas músicas não são lançadas sem a prévia aprovação da família Red Eyes, se alguém torcer o nariz pra algum som meu é sinal que a música ainda não está pronta.
Formamos a banda em 1993, as influências eram diversas: Jane’s Addiction, Butthole Surfers, White Zombie, The Young Gods, grooves + guitar + indie rock, tudo flertando com música eletrônica.
Em 1997/98 tocávamos eu + Nicola + Anders + Arturi, acompanhados de Alberto no trompete e backin vocals + Richard que disparava samples de um pc.
Isso mesmo !!! A gente levava um computador pros palcos pra disparar samples!!!
Logo mais começam os preparativos para as comemorações de 15 anos de banda + 10 anos do lançamento do 1° cd “Red As Hell”.
Pretendemos fazer uma grande festa, lançar material inédito + um dvd c/ videos de shows a partir de 95, que digitalizamos recentemente.
8 ) Obrigado pela entrevista, e sinta-se livre para deixar sua mensagem, aproveite o espaço!
Valeu você, Foca, pelo convite!!!
Gostaria de convidar os leitores do !Digiters! a conhecer melhor meus projetos:
Convido também aqueles têm projetos de música eletrônica a conhecer o netlabel Psicotropicodelia Music, entrar em contato e enviar material para análise e para futuros lançamentos pelo selo.
Projeto do suéco, Martin Rönnlund (país do 64 Revolt, já citado!), o Babylon Disco é um dos projetos mais belos dessa nova geração, criado em 2005 para fazer uma mistura de Breakcore com Industrial mais umas pitadas de Noise e Broken Beat… Dizem que ele é um filho bastardo do Alec Empire!
Eles formam um grupo chamado 8Biterror que é um selo para divulgar os trampos da galera de lá, seja musicalmente ou artisticamente… Nisso inclui o Primas Annias, Deadbeat, Zickbone, Kandycore, Kawaii, entre outros…
Na sua produção musical é usado, Yamaha CS-5, MK25C midi controller, Alesis Bitrman, Kaospad II, feedback, Laptop + vários softwares piratas! Hehehe
Enfim, vamos ao que interessa, o disco Natsukashii foi lançado em 2007 pela D-Trash Records em formato CD/EP, com participação do mestre Schizoid na música Anti-Jionist, com 9 músicas fantásticas, que beiram do easy ao hard! A música 03, Pissed and Poor é sem sombra de dúvidas aquela que você vai ouvir e botar no repeat, talvez porque eu estou na fase Aphex Twin da vida e confesso que Venom8888 tá de lado para os meus ouvidos! Hehehehe
A arte desse excelente material foi feita pelo artista Kandycore, no site dele tem várias animações e artes, quem quiser conhecer, segue o endereço abaixo! http://www.kandycore.8biterror.co.uk/
Lolita Storm, projeto de Jimmy Too-Bad, Nhung Napalm e Spex, antigamente o Romy Bonilla Medina era da formação, embora no Myspace não conte ele como integrante atual, vale a ressalva, vindos de Brighton, Reino Unido.
A banda é da gravadora Digital Hardcore Recordings, embora o primeiro material tenha sido lançado pela finada Rabid Badger…
Musicalmente podemos definir o Lolita Storm como uma banda de Digital Hardcore, com letras punk sobre sexo, prisão, drogas e o feminismo de uma forma profundamente política!
Uma coisa curiosa é que as apresentações deles duram pouco mais de 10 minutos! Aqui muita gente ia perder! Hahaha
Se a banda ainda existe, eu não faço idéia, é discutível, mesmo porque no Myspace ainda contém faixas não lançadas… Vai saber!
O disco que iremos disponibilizar aqui é o Girls Fucking Shit Up que foi lançado em 2000 e tem 15 músicas, sinceramente o cd inteiro é demais!!! Imperdível…
É Breakcore, e não é a banda Venom de Black Metal! Rsrsrs
Venom8888, projeto de VxxKxx, é talvez mais conhecido no meio Breakcore pelo seu trabalho artístico do que pela sua música em si, por conta de suas artes fabulosas para artistas como Contra e Anti-Kati, só para citar alguns exemplos.
A primeira banda do VxxKxx se chamava Leviathan que era instrumental, por volta de 1982, desde então a música se tornou um dos seus hobby e ele nunca quis chegar a lugar nenhum com isso, ou seja, obter sucesso, fama e dinheiro… Foi uma ótima maneira de conhecer garotas (safadassssssso!). E a música é de imediato uma forma de arte, digamos, uma pintura ou uma escultura, por causa da música popular fazendo o seu caminho na sociedade…
Os materiais do Venom8888 provocam uma nítida reação fora do ouvinte, com mais de uma dúzia de álbuns em diversos selos do underground digital hardcore/cena industrial… Seu frenético e profundamente político inserido na arte, perturba, não em um nível superficial de imagens individuais ou amostras, mas mais ainda porque o seu terrorismo musical é um reflexo direto da decadência da sociedade moderna.
Ah, ele é vegetariano e gosta de Black Flag, Circle Jerks, Germs, muito loco!!!
O Destroy Venom8888! foi o segundo lançamento, lançado pela D-Trash (novidade, né?!), tem 22 músicas, somando 48 minutos de terrorismo digital!
Estava na hora já de falar do Hansel né, os quais já foram citados anteriormente aqui no !Digiters!, mas agora chegou a hora de fazer algo só para eles, o Hansel é um projeto de Digital Hardcore com Trip-Hop com influências de Industrial/Punk/EBM e por aí vai, “bom na verdade falar sobre a nossa música tem se tornado uma tarefa árdua, uma vez que englobamos tantas coisas que as pessoas assumem que é muito menos do que aquilo que ele realmente é…”, duo formado por Alan Fux and MX Lopex vindos de Massachusetts, Estados Unidos, eles se conhecerem na época do colégio [high school comos eles dizem por lá] e começamos a fazer músicas em nossas casas em nossos modestos computadores, antes mesmo de placa de som ser padrão de dispositivos, isso em meados de 1990. MX ainda teve que convencer seus pais que a placa de som era necessária para o funcionamento da impressora que ele usava para trabalho… Genial! Hahahahaha
Eles já deram entrevista para várias revistas punks, inclusive uma delas tem matéria sobre o Rancid. No site oficial tem todas disponíveis…
Quase todos materiais da banda foram lançados pela D-Trash Records, menos algumas coletâneas e um vinil 12″ chamado Akcija V1.1 que saiu pela Restroom Records e em cd pela Invasion Wreck Chords, a história deles é gigantesca, quem quiser conhecer, o endereço do site oficial é http://www.hansel.org e o myspace é http://www.myspace.com/hansel
O disco que iremos disponibilizar é o primeiro material da dupla, que se chama Respond_Violence que tem 15 músicas, total de 48 minutos e 05 segundos de barulheira sonora! Os destaques vão para quatro músicas, Carnate [PE], Planck’s Konstant, Mucko Fucko e Sickle Celluloid, bom o que elas tem em comum? BARULHO! Cuidado para assustar a família e jamais ouçam essas músicas no volume 20 do fone de ouvido… Boa sorte!!!
Retrigger é o projeto do mineiro Raul Costa, segue abaixo a entrevista, espero que gostem!
1) Olá Raul Costa aka Retrigger, imenso prazer fazer esse bate papo com você! Entrevista é formal demais… Hahaha. Gostaríamos de saber quando, onde e porque foi fundado o Retrigger.
Por que eu não sei. Montei por que quis. Já ficava brincando com o computador na época fazendo umas idiotices com trackers, isso desde 99 por aí. Em 2001 eu resolvi levar a coisa um pouco mais a sério, além de fazer música mais séria. A UFMG estava de greve e eu ficava em casa o dia inteiro sozinho, sem fazer nada. Daí que ficou pronta minha primeira demo, em 2001 mesmo. Tudo isso em Belo Horizonte, né?
2) Vimos também que sua influência vai desde Dead Kennedys até Merzbow, isso é muito bom na hora de produzir, porque te leva uma bagagem gigante de conhecimento, o que você acha das pessoas ouvirem diversos estilos diferentes de música?
Acho que ninguém ouve um estilo só. Ainda mais hoje em dia… até metaleiro deve ouvir coisas mais variadas. Eu realmente ouço muita coisa diferente, isso acontece por que passei por cenas diferentes (punk/hardcore, surf, rave…) e hoje em dia nem sei do que eu participo. O difícil mesmo não é ter um gosto variado, mas transpor isso pra música. Eu acho que eu estou conseguindo ir nesta direção agora, mas é uma coisa recente mesmo, antes eu queria era fazer breakcore como se fazia na Europa. Depois que toquei lá a primeira vez, eu vi que eu queria mesmo era fazer qualquer merda que saísse da minha cabeça. Eu ainda não cheguei lá, mas é nisso que eu estou trabalhando.
3) Na sua discografia podemos observar que ela já está bem extensa, coletâneas nacionais e internacionais, demos, cassetes, vinis… Quais são os próximos lançamentos?
Teve um tempo que eu dava uma música pra qualquer pessoa que pedisse, eu sempre tinha coisa pronta. Por isso que saiu coisa não só na Europa e EUA como também na China, Singapura e Peru. Hoje em dia eu trabalho bem mais devagar e não consigo mais ter uma música pronta pra qualquer um que pedir. Neste momento já tenho 3 músicas esperando pra ser lançadas em 3 coletâneas diferentes (2 inéditas e uma que já está no Jeanie and Caroline) e estou finalizando um split com o Skeeter (http://skeeter.aklass.org/), com 3 músicas novas, que vão sair em um 12” na Inglaterra até o meio do ano. Eu também fiz um remix para o End (http://www.ipecac.com/bio.php?id=26) que deve sair num disco só de remixes que ele vai lançar nos Estados Unidos, pelo que eu entendi, vai ter um remix do Melt Banana também, então deve ser um disco muito foda!
Com o Arrebite devemos lançar ainda este ano um 7” com a última música que gravamos com o Diamondog, o nosso MC, antes dele mudar para a Alemanha.
4) Você fez uma mini-tour de 3 shows pela Europa nesse ano, qual a diferença para a tour de 2004? Notaram algum crescimento na cena Breakcore…? Como é a aceitação de artistas brasileiros lá? E qual sua opinião sobre a cena brazuca?
A tour de 2004 durou um mês, essa durou 2 semanas. Na primeira eu viajei de carro com outros artistas e minha mulher pra tudo quanto é lado, da França à Escócia, da Holanda até a Áustria, ficando em prédios invadidos e tocando nos roles mais malucos da cena do breakcore da época. Esse ano fizemos uma coisa bem menor e mais tranqüila, toquei até numa exposição de arte. Os shows foram bem interessantes, mas não foi a mesma experiência que na primeira turnê.
O breakcore cresceu assustadoramente, especialmente depois de 2005. Hoje na Bélgica e Holanda você pode ouvir breakcore todo o fim de semana, com lives de toda a Europa. A cena se alastrou para vários países, há coisas acontecendo na Espanha, em todo o Leste europeu e na Rússia! Quando eu estive lá a primeira vez, estava tudo muito fechado nos países da Europa central.
Existe um grande interesse de todo mundo na Europa pelo Brasil em geral e isto inclui o breakcore. Hoje muitos artistas me conhecem, ou por ter me conhecido lá ou por ter vindo tocar aqui no Brasil, mas poucos conhecem o que acontece aqui. Eles não tem a dimensão do tamanho que as TEMPs tinham, por exemplo. Deve ser difícil pra eles acreditar que as festas no Brasil eram normalmente maiores que as da Europa nesta época, lá por 2005. Também conhecem muito pouco de outros produtores e djs brasileiros. Pra te falar a verdade, não são muitos mesmo, mas de qualquer maneira, eles não aparecem por lá. Talvez por dificuldade de língua ou por não estar nem aí também. Isto é uma coisa que eu não sei mesmo. Hoje em dia tem o pessoal da Mortal Bass, o Rogério e a Gabi (http://www.myspace.com/mortalbass), que moram em Londres e tão colocando a coisa em movimento por lá e se colocaram de algum jeito dentro do cenário.
Minha opinião sobre a cena é que não sei se existe uma cena. Temos alguns DJs tocando hoje em dia, o Reverse Tunes (http://www.myspace.com/reversetunes), o pessoal da Sabotage (http://sabotagem.org), tínhamos a TEMP, que foi quem me pôs pra tocar no Brasil. Mas não temos muito produtores. Aqui em BH têm eu e o Rafael, que faz o Arrebite comigo, mas ta na Alemanha (2 terços da banda estão lá, nem sei se conta como sendo de BH). Em Sp tem o Reverse Tunes (http://www.myspace.com/reversetunes) que está começando a produzir, mas não sei se vai nessa onda de breakcore não. Tem também o Flanicx (http://www.myspace.com/flanicx) e o ZandoZ (http://www.myspace.com/zandozcorp) que são de SP. Com certeza tem mais gente produzindo por aí, eu que não sei ou não lembro agora. Aliás, se alguém que produz ler isso aqui, por favor entra em contato, vamos fazer um rolê!
5) O que vocês acham da participação do Brasil em qualidade e quantidade na cena Breakcore, Gabber, DHC pelo mundo?
Tenho certeza que temos muito a contribuir. Precisamos aparecer mais, nos organizarmos melhor. Eu mal conheço os produtores do Brasil, talvez por morar longe do SP ou sei lá por quê. Infelizmente não temos tanta participação. Hoje no Breakcore temos artistas chilenos e venezuelanos dando sua contribuição, mas pouca coisa vem do Brasil, isso pode mudar, vamos ver no que dá!
6) Qual seu posicionamento sobre direitos autorais, Myspace e artistas que colocam seus discos inteiros para download?
São duas coisas diferentes. Tem o direito autoral e o direito de distribuição. Acho que o segundo anda bem mal das pernas. Distribuir as músicas na internet é o único jeito de se mostrar hoje em dia. Eu já lancei e vou lançar mais discos em formato físico, mas com certeza recebo muito mais feedback dos discos lançados online. Hoje ainda existe uma concepção de que quem lança só na internet não é profissional ou sem qualidade, por isso ainda busco fazer discos de verdade, com gravadoras, para fazer esse tipo de preza, o que ainda é necessário, se eu quiser fazer shows por aí. Mas não tem como sair da distribuição livre de música pela internet. É ali que está o nosso caminho.
Outra coisa são os direitos autorais. Eu não utilizo muitos samples nas minhas músicas, mas não vejo problema nenhum em fazer isto e já fiz muito e pretendo fazer mais. Acho que se você pega um pedaço de uma música e faz outra, não nenhum problema mesmo.
Certamente, hoje existe uma paranóia sem igual a respeito disso. Artistas já foram processados por usarem um sample de menos de 2 segundos em um tom totalmente diferente do original. A coisa está muito estranha.
Mesmo assim, não acho que os direitos autorais devem acabar, mas serem flexibilizados. O que acontece é que nem sempre se quer sua música sendo utilizada por ai por qualquer um, isto é um grande problema. Aconteceu comigo. O Fantástico já utilizou uma música minha de BG de reportagem sem me pedir qualquer autorização. Por sorte eu consegui descobrir como eles conseguiram a música (por que é uma música que ainda nem foi lançada!) e quem a escolheu. Liguei no cara e fiz uma bagunça, arrumei uma advogada especializada e fui atrás dos meus direitos. Mas no final, é uma merda completa. Eles nunca mais vão usar uma música minha, mas o que eu tinha direito de receber pelo q eles fizeram era menos de 300 reais! E a advogada me falou q era isso mesmo! É disso que eu quero me proteger quando falo de direitos autorais.
7) Como foi trabalhar junto com o César Mendonça na produção do vídeo? Alias, que ficou excelente! Quem quiser assistir, o vídeo está no final da entrevista!
A gravação deste clipe foi muito divertida. Aconteceu na garagem do César, depois de um show que fiz com a banda Esquadrão Atari (http://www.myspace.com/theatariforce). Então foi de 3 às 6 da manhã e eu estava bêbado. Por sorte o César é muito bom diretor e me colocou pra fazer as presepadas do jeito certo. Ficou muito melhor do que eu imaginava. Eu queria copiar a idéia do clip de Body Movin’ dos Beastie Boys e me por dentro do filme Fantômas, da década de 60, mas o César acabou pegando a idéia e elevando a enésima potência, misturando discos voadores, bondage e a Tura Satana. Eu gostei muito do resultado final.
8 ) Agradecemos novamente pela entrevista, e sinta-se a vontade para deixar aqui sua mensagem para os leitores do !Digiters!, aproveite o espaço para divulgação do seu trabalho, o momento é teu, grande força!
Valeu pelo interesse no que eu faço e parabéns pelo blog, que está muito legal mesmo. Acho que já fiz meu jabá durante toda entrevista, mas peço pro pessoal dar uma passada no meu site (http://www.retrigger.net) e me adicionarem no myspace (http://www.myspace.com/retrigger). Pra quem não sabe, eu faço live e é muito bom, posso tocar em quase qualquer lugar, é só me procurar que a gente conversa!
Obrigado a todos e que Satã os abençoem!
Diretamente de Detroit, Michigan, Estados Unidos da América, o power trio punks feministas formado por Diesel, Remy e Emma chamado Phallus Über Alles trás seu Digital Hardcore que mescla batidas rápidas e sequências raivosas…
O projeto se iniciou em 1999 em um PC 133 mHz (aposto que rodava linux! Hahaha), a inspiração deles se basea em mulheres batalhadoras/guerreiras, como a Frida Kahlo e buscam o espaço das mulheres na sociedade, já que o nome da banda é uma declaração sobre o mundo de hoje, continuando a persistência de hierarquias de dominação masculina em quase todas as indústrias criativas e local similares, não questionamos apenas a percepção de que as mulheres são menos capazes do que os homens de certa forma, mas também vira um olhar crítico em direção ao comportamento feminino que propaga via mis-concepção..
Foi lançado ano passado, em 2007 pela D-Thrash Records e pelo coletivo Slave Indvstries com 7 músicas, sendo um Remix com participação do Hansel!
Destaque para a primeira faixa Fuck the Radio e para o remix do Robad Pills…